quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mastocitoma

O Mastocitoma é uma neoplasia dos mastócitos, células imunitárias conhecidas pela sua participação nas reações alérgicas. O mastocitoma se desenvolve no intestino, fígado, baço, e em outros órgãos, entretanto a pele é o local mais acometido. Podem surgir lesões no tronco, cabeça, pescoço, e com maior agressividade, na bolsa escrotal, períneo, região interdigital e junção mucocutânea. Apresenta-se como nódulo único, porem tumores múltiplos podem ocorrer.
O diagnóstico do mastocitoma é baseado essencialmente na citologia ou no exame histopatológico das lesões. É possível classificar subjetivamente os tumores, com a finalidade de obter um bom prognóstico, em três graus: grau I (bem diferenciado), grau II (moderadamente diferenciado) e grau III (pouco diferenciado) conforme o crescimento da anaplasia celular.
A decisão do tratamento depende da avaliação das condições físicas do paciente, além de fatores clínicos, classificação histológica ou graduação do tumor. Os animais podem ser tratados com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação dos três.

 Mastocitoma bem diferenciado de cão.
Esfregaço composto por células individualizadas, com citoplasma repleto de grânulos azurifílicos e núcleo central arredondado são característicos do mastocitoma. Eosinófilos muitas vezes estão presentes.

domingo, 7 de setembro de 2014

A partir de setembro serão enviados informativos aos nossos clientes e parceiros, solicite o seu!

                           Neuropatia periférica felina por diabetes mellitus - animal em posição plantígrada.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Lipemia

A lipemia é a turvação macroscópica de coloração branca e rósea (aspecto leitoso) do soro ou plasma, e pode ocorrer devido à hiperlipidemia.
Hiperlipidemia é o aumento dos triglicerídeos e colesterol, e pode ocorrer devido a processos fisiológicos ou patológicos.
A hiperlipidemia fisiológica é a pós prandial, que ocorre 1 a 2 horas após a refeição e atinge o valor máximo em 6 horas. Torna o soro ou plasma lipêmico, interferindo na análise de diversos exames de rotina.
A hiperlipidemia patológica pode ocorrer em casos de hipotireoidismo, diabetes mellitus, hiperadrenocorticismo, pancratite, doença hepática, síndrome nefrótica e uso de medicamentos como a doxorrubicina.
Por esse motivo boas práticas na coleta e jejum são de extrema importância para um resultado confiável. 

Tubo esquerdo: soro lipêmico/ Tubo direito: plasma lipêmico


Capilar esquerdo lipêmico

domingo, 3 de agosto de 2014

Avaliação da função renal 
 Relação Proteína/Creatinina Urinária

Os rins têm como funções filtrar o sangue e excretar resíduos provenientes do metabolismo corporal; reter os nutrientes necessários ao organismo; manter o equilíbrio ácido básico e a produzir e liberar hormônios fundamentais no controle da pressão sanguínea sistêmica e na produção de hemácias. Sendo que a realização dessas funções depende da funcionalidade dos túbulos e do controle de excreção dos produtos finais metabólicos pelos glomérulos.
Para avaliar a função renal, as dosagens de uréia e creatinina no soro, são muito utilizadas, sendo que estas concentrações só apresentam alterações quando 75% ou mais dos nefróns já foram lesados, permitindo somente um tratamento paliativo e sintomático do animal.
Sendo assim o diagnóstico precoce de lesão renal é fundamental para evitar um agravamento da lesão, e para isso o teste da Relação Proteína/Creatinina Urinária (RPC) é de extrema importância, já que essa relação se altera quando 25% dos nefróns estão acometidos, oferecendo ao clínico a oportunidade de alterar o curso da doença renal aumentando a qualidade e expectativa de vida do animal.
A proteinúria é um indicativo do grau da doença renal, como também o causador de patologias renais. Ela pode ter origem pré renal (hipertensão, hemólise), renal (alterações glomerular, tubular ou intersticial) e pós renal (hemorragia ou inflamações), sendo importante essa diferenciação tanto para o diagnóstico quanto tratamento.
A interpretação da Relação Proteína/Creatinina Urinária faz-se da seguinte forma:
RPC<0,5 é considerada normal;
RPC entre 0,5 e 1,0 questiona-se proteinúria renal;
RPC>1,0 indicativo de proteinúria renal.


Para a realização deste exame a amostra coletada deve ser de 5 ml ou mais, depositada em um frasco de urina, obtida por sonda ou cistocentese e enviada no mesmo dia para o laboratório de forma refrigerada.